Foto: Expresso |
Para além da cantora lírica e da mulher que se queixava da sua pensão de 227 euros, que, iludindo a segurança, conseguiram penetrar na cerimónia privada das comemorações do último 5 de Outubro como feriado nacional - pelo menos na era de Passos Coelho (já que António José Seguro, por seu lado, já garantiu aos portugueses que, se e quando for eleito primeiro-ministro, irá repor, pelo menos, o feriado comemorativo da Implantação da República) -, outro insólito momento marcou as festividades, com as mais altas individualidades da nação a hastearem a bandeira nacional ao contrário, para espanto de um povo já à beira de um ataque de nervos.
Não sabemos se foi obra do acaso ou se houve algum gesto intencional e provocatório nesta acção. Mas, a verdade é que também o país está de pernas para o ar, o que torna este episódio uma infeliz coincidência e um contributo para delapidar ainda mais a já muito abalada confiança que os portugueses têm nos seus representantes políticos. No meio de um mar de trapalhadas, o hastear da bandeira nacional ao contrário será seguramente uma gota no aceano, mas não é um pormenor que devamos desprezar.
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